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Ao longo dessa entrevista ao programa semanal da coluna GENTE (disponível no canal VEJA+ no Youtube, no streaming da TV Samsung Plus,
LG, TCL e Roku; além da versão podcast no Spotify), Baby do Brasil, 73 anos, se arrepiou diversas vezes. Disse que era o “espírito santo” que a acompanha, dando-lhe visões desde os 9 anos. Incluindo aí a de ser mensageira do apocalipse que, a seu entendimento, acontecerá em cerca de cinco anos. Com bom humor para além de temas que rendem memes aos montes nas redes sociais, a cantora, que fez fama ao integrar o grupo Novos Baianos, referência em estilo e ousadia já nos anos 1970, mostra seu contínuo lado provocador: o de não aceitar a realidade nua e crua. Tal como se viu em recente documentário, Apocalipse segundo Baby, que destrincha quase vinte anos de sua trajetória nos palcos e como mãe de seis filhos, fruto de seu casamento com o guitarrista Pepeu Gomes, de quem se separou ainda nos anos 1980. A seguir, a entrevista repleta de opiniões e visões particulares. Assista.
VIDA EM DOCUMENTÁRIO. “Na verdade, tudo isso começou mais ou menos há 18 anos, quando o (diretor) Rafael Sá tinha 25 anos, estava recém-formado em Cinema. Chegou aquele garoto e falou que era meu fã, que me entendia e que já vinha acompanhando a minha carreira desde o tempo de Novos Baianos, desde quando eu comecei, desde os 17 anos. Achei aquilo tão lindo, senti uma pessoa tão pura e tão verdadeira, que falei: ‘Esse cara tem condições profundas para me retratar’. Porque não é muito fácil, né? Então ele passou a andar comigo, começamos a ter uma interação maravilhosa e, ao invés de eu aceitar fazer coisas com diretores famosos, fui concentrando nele, acreditando no potencial e querendo também saber artisticamente como ele seria”.
O PREÇO DE SER BABY. “O preço? Nenhum, sabia? Não tem peso nenhum. Era para ter, mas não tem nada. O que mais pode acontecer de eu ter que exercitar é o perdão”.
APOCALIPSE NO CARNAVAL. “Ali aconteceu uma coisa engraçada (durante o Carnaval de 2024, em Salvador), porque durante duas semanas eu vinha ouvindo Deus falar comigo, é uma coisa que não dá para esconder. Começo a arrepiar, é assim que eu sou. Ouço Deus desde os 9 anos, quando tive uma visão de que Ele me deu uma missão. Em 2024, ele diz no meu ouvido: ‘Lembra da visão? Estou te mandando para missão’. E a missão estava ligada com Bahia, com algo que eu tinha que dizer. As pessoas vinham vindo lá debaixo dos montes, quando elas iam chegando, eu falava: ‘É por aqui, é por aqui’. Aí eu perguntei para Deus: ‘Eu não estou conseguindo olhar para onde estou mandando elas irem, mando para onde? Ele falou: ‘É o final do mundo e você está indicando o caminho’. Naquela semana (do Carnaval), ouvi Deus falar muitas vezes: ‘Você vai falar aquilo’. Não sabia onde ia falar. Quando cheguei no Carnaval da Bahia, me pediram para dar uma entrevista e falei: ‘Gente, vocês precisam entender que quem está alinhado mesmo com o céu, vai ser avisado’”.
CURA GAY. “Isso foi uma grande mentira. Porque não aconteceu nada disso, nós tivemos um culto maravilhoso dentro de uma boate em São Paulo (em março de 2025). Mas alguém da imprensa distorceu dizendo que estava todo mundo falando de cura gay. Agora, o cara tem o direito, se ele for travesti, de querer casar com uma mulher, ter filhos... (...) Eu não sei nem o que quer dizer cura gay. Porque você escolhe o que quer, né? Escolha não é uma doença. Entendo que uma pessoa possa, por exemplo, ser gay e depois não ser. Qual é o problema? Nós não somos livres? (...) Tipo assim, eu gosto de macho. Eu gosto de pegada de homem, acho maravilhoso. Que coisa deliciosa um homem. Agora, é uma escolha”.
ABDUZIDA POR ETS. “Quando eu tive essa experiência, a Sara, minha filha, teve 10 anos depois, viemos com um caroço enorme aqui (aponta para a testa). A gente, abduzida.... Na minha testa, como se eu tivesse tomando uma martelada, pintou um caroço inóspito, voltei com aquilo. E não, não era martelada. Em maio de 1999, aí sim fui transladada. Quando vou bater lá em cima no reino que não pode ser abalado, no famoso terceiro céu que o (apóstolo) Paulo fala, na hora que eu dou de cara com tudo que mudou a minha vida, o Senhor fala para mim: ‘Eu estou tirando tudo aquilo que colocaram em você e você está sendo gerada de novo’. Tiraram aquela história que estava no meu corpo”.
POSIÇÃO POLÍTICA. “Olha, eu acho que o importante de tudo é que todos estejamos atentos que você pode ser do partido que for. Nós não podemos perder os amigos, os familiares. Nós não podemos pirar, porque divergência de opinião não é motivo para briga. Mahatma Gandhi falou isso, deixou isso muito claro. Você pode acreditar que esse é o caminho, que aquele é o presidente seu, que esse não é... Mas há uma atmosfera nos levando todos a terem posicionamento. Então, como é que eu sou? Eu basicamente uma ‘cosmocrata’. Faço a minha parte o melhor possível em prol do todo, porque o todo é um”.
TENTANDO CURAR CLARA NUNES. “Naquele momento tive um desejo muito grande de ter intimidade com Deus, falei assim: ‘Deus, como é que eu não vou ter com você intimidade de te pedir uma transmutação celular naquela mulher? Como a gente consegue chegar a você e mover isso?’. Eu queria que fosse tudo movido, eu não queria que ela fosse (embora) tão nova. E eu exercitei muito, foi muito forte, consegui um apartamento embaixo do CTI dela, botei todas as fotos, tudo quanto era santo que conhecia, estava num período de transição e botei Jesus como o principal ali. Fiz do jeito que eu sabia, do jeito que eu estava entendendo aquela coisa da Sua verdade, da Sua simplicidade. Foi quando vi que eu precisava ter muito mais intimidade com Deus para conseguir algo assim. Não que Deus fosse mau ou bom, não é isso. Era para que eu conseguisse produzir o tamanho daquela explosão quântica para aquilo acontecer (a cura da cantora)”.
SEM SEXO. “Não transo antes do casamento. Olha que situação que eu me coloquei. Veja, é muito doido. Essa foi a minha escolha. Eu nem sei, perdi a conta (de há quanto tempo não transa), mas tudo bem. Sinto falta, mas não é desesperador. Por exemplo, não me masturbo”.
ÁLBUM GOSPEL. “É um projeto gospel com sete músicas. É um momento incrível, porque as pessoas vão conhecer o Gospel da Baby, o inédito da Baby... E os clássicos da Baby e os arranjos novos são meus. Coisas que eu não fazia antigamente. Tudo que está acontecendo ali, banda nova, foi uma nova virada desde o Baby Brasil Experience, quando comecei a pirar totalmente e botar os caras para fazerem o que eu queria”.
Captação de imagens e edição: Libário Nogueira / Sobre o programa semanal da coluna GENTE. Quando: vai ao ar toda segunda-feira. Onde assistir: No canal da VEJA+ no Youtube; Samsung TV Plus (canal 2075), LG Channels (canal 126), TCL Channel (canal 10031) e Roku (canal 221); ou no canal VEJA GENTE no Spotify, na versão podcast.










