A inflação oficial do país desacelerou para 0,67% em abril, após registrar 0,88% em março, mas os alimentos seguiram pressionando o orçamento das famílias brasileiras. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira,
12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, responsável pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O grupo alimentação e bebidas teve variação de 1,34% em abril e respondeu sozinho por 0,29 ponto percentual do resultado geral da inflação do mês.
Dentro do grupo, a alimentação no domicílio apresentou alta de 1,64%, impulsionada principalmente pelo avanço dos preços de hortaliças e leite. A cenoura liderou as altas entre os itens destacados pelo IBGE, com aumento de 26,63% em abril.
Também tiveram forte impacto no bolso dos consumidores o morango, o pimentão e a melancia, com altas de 17,35%, 14,10% e 13,77%, respectivamente.
Entre os alimentos com maiores reajustes também apareceram o leite longa vida (+13,66%), a cebola (+11,76%), o melão (+10,38%), o repolho (+10,32%), o pepino (+8,11%) e açaí em emulsão (+6,95%).
A alimentação fora do domicílio também ficou mais cara em abril, embora em ritmo menor do que os alimentos consumidos em casa. Os lanches desaceleraram de 0,89% em março para 0,71% em abril. Já as refeições passaram de alta de 0,49% para 0,54% no mesmo período.
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o grupo alimentação e bebidas registrou inflação de 3,70%. O resultado ficou 0,26 ponto percentual acima do observado no mesmo período de 2026, quando o grupo havia acumulado alta de 3,44%.
Os 10 alimentos que mais encareceram em abril:
- Cenoura — 26,63%
- Morango — 17,35%
- Pimentão — 14,10%
- Melancia — 13,77%
- Leite longa vida — 13,66%
- Cebola — 11,76%
- Melão — 10,38%
- Repolho — 10,32%
- Pepino — 8,11%
- Açaí (emulsão) — 6,95%











