Mais um caso importado de sarampo foi confirmado pela Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo nesta terça-feira, 28. Este é o segundo episódio registrado no estado neste ano — o primeiro foi de uma
menina de seis meses que tinha visitado a Bolívia —. De acordo com a pasta, o novo paciente é um homem de 42 anos, morador da Guatemala e com histórico de vacinação. O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e que pode causar a morte, principalmente de crianças com menos de 1 ano.
A notificação do caso ocorreu no fim de março e só neste mês que a infecção foi confirmada por exames laboratoriais. Assim, um alerta foi emitido pelo Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo nesta segunda-feira, 27.
O caso anterior, notificado no mês passado, ocorreu em uma criança de seis meses ainda não vacinada que tinha visitado a Bolívia em janeiro.
Em março, o Estado já havia confirmado outro caso importado: uma criança de 6 meses, do sexo feminino, sem histórico de vacinação e com registro de deslocamento para a Bolívia em janeiro deste ano. A primeira dose da vacina é aplicada apenas quando a criança completa um ano e o reforço é dado aos 15 meses. Antes disso, é possível receber a "dose zero", indicada apenas em situações de risco elevado de infecção (veja o calendário vacinal abaixo).
"No ano passado, foram registrados dois casos importados da doença no território paulista. A pasta ressalta que monitora continuamente o cenário epidemiológico do sarampo e reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção, especialmente diante do aumento do fluxo internacional de viajantes para grandes eventos realizados em países com registro de surtos", informou, em nota, a secretaria. Um deles foi de um homem de 27 anos que não estava vacinado e tinha histórico de viagem ao exterior.
Sarampo em alta
Embora seja uma doença prevenível por vacina, o sarampo continua em circulação. No fim do ano passado, a região das Américas perdeu o certificado de eliminação da doença, segundo informe da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Na última quinta-feira, 23, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre os riscos de reintrodução do sarampo no Brasil em virtude do aumento da circulação internacional de pessoas por causa da Copa do Mundo. Isso porque os países-sede (Estados Unidos, México e Canadá) têm convivido com surtos da doença.
Riscos do sarampo
Doença altamente contagiosa, o sarampo é causado por vírus e tem como principal manifestação o aparecimento de manchas vermelhas no corpo. Outros sintomas são febre alta, tosse seca, irritação nos olhos, mal-estar intenso e nariz entupido ou escorrendo. Pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro) e a morte são os desfechos mais graves da infecção.
A circulação do vírus propicia o aparecimento de surtos entre pessoas não vacinadas, de modo que um indivíduo infectado é capaz de transmitir a doença para até 18 pessoas, de acordo com a Opas.
No Brasil, a vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Veja quem deve se vacinar
Crianças de 6 a 11 meses:
- Dose zero: indicada em situações de risco aumentado de exposição ao vírus, não substitui as doses do calendário de rotina
Crianças a partir de 12 meses
- Primeira dose (D1) aos 12 meses, com a tríplice viral. Segunda dose (D2) aos 15 meses, com a vacina tetraviral (ou tríplice viral + varicela)
Pessoas de 5 a 29 anos
- Devem iniciar ou completar o esquema de duas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas
Pessoas de 30 a 59 anos
- Devem receber uma dose da tríplice viral caso não haja comprovação de vacinação anterior












