O terceiro carro da nova família de compactos da Fiat começa a ganhar forma. O inédito SUV de sete lugares está rodando em testes na Europa antes da apresentação
esperada para o segundo semestre, durante o Salão de Paris, na França. Conhecido internamente como projeto F2U, o modelo será posicionado ao lado do novo Fastback para enfrentar a Chevrolet Spin.
A viabilidade financeira do utilitário depende diretamente do compartilhamento de custos com o Citroën Aircross. Essa lógica industrial motivou a Fiat a adotar a plataforma Smart Car em vez da arquitetura MLA, utilizada atualmente na linha nacional. A nova base reduz os custos produtivos e permite a adoção de sistemas eletrificados.
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O design da carroceria segue a linguagem de linhas retas vista no Grande Panda europeu, abandonando o caimento cupê do Fastback para priorizar o espaço interno. O teto plano e a traseira vertical são soluções voltadas a maximizar a altura livre para a cabeça dos ocupantes da última fileira.
Segundo a imprensa europeia, o novo SUV deve medir cerca de 4,40 m de comprimento, aproximadamente 30 cm a mais do que o Grande Panda. A medida é semelhante à do Jeep Compass atual e deve garantir espaço suficiente para acomodar a terceira fileira de assentos.
A motorização não deve fugir do que já conhecemos. No Brasil, a Fiat deverá recorrer ao motor 1.0 turbo associado a um sistema híbrido leve de 12 volts (MHEV). O conjunto, usado em modelos como Pulse, Fastback e Strada, entrega 130 cv e 20,4 kgfm, sempre ligado ao câmbio CVT que simula sete marchas.
A configuração europeia, porém, ainda é um mistério. Inicialmente, acreditava-se que o SUV teria o motor 1.2 turbo PureTech da Peugeot, mas o propulsor vem sendo substituído na Europa pelos motores da família Firefly após as reclamações envolvendo a durabilidade da correia banhada a óleo.
O sistema híbrido leve não é capaz de tracionar as rodas sozinho, mas atua como gerador de partida, aliviando o motor a combustão em arrancadas e retomadas. Na prática, essa solução melhora o consumo e reduz as emissões, compensando o aumento de massa provocado pela inclusão da terceira fileira de bancos e ajudando a enquadrar o modelo nas exigências do Proconve.
O nome oficial do SUV ainda não foi confirmado. A denominação Giga Panda, usada no conceito, não deve chegar à produção. Nos últimos meses, a imprensa europeia passou a apontar que o nome definitivo poderá ser Grizzly.












