Os carros clássicos japoneses da década de 1990 seguem em alta no mercado internacional de colecionadores, impulsionados fortemente pela regra dos 25 anos
nos Estados Unidos. A legislação facilita a importação de veículos antigos, dispensando-os de certas exigências impostas pelo Departamento de Transportes (DOT) e pela Agência de Proteção Ambiental (EPA). Entre os modelos de destaque desse movimento está o Nissan Skyline GT-R R34 V-Spec, um esportivo eternizado pela franquia “Velozes e Furiosos”.
Refletindo a rápida valorização do segmento, um exemplar fabricado em 1999 acaba de ser anunciado na plataforma de leilões automotivos Cars and Bids. As propostas rapidamente ultrapassaram a notável marca de US$ 180 mil. O modelo atrai os holofotes por ostentar um hodômetro com apenas 6.000 milhas (cerca de 9.600 km), além de exibir a exclusiva e cobiçada pintura Midnight Purple II.
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Diferentemente de boa parte dos esportivos japoneses da época, que sofreram pesadas customizações de entusiastas, este cupê preserva a sua integridade de fábrica. O carro mantém o sofisticado sistema de tração integral ATTESA E-TS Pro, a direção nas quatro rodas Super HICAS, os robustos freios Brembo, as rodas de liga leve de 18″ e o difusor traseiro confeccionado em fibra de carbono. As raras modificações presentes respeitam a linhagem da Nissan, limitando-se ao uso de acessórios fornecidos pela Nismo, a divisão de performance da montadora.
A cultuada versão V-Spec, sigla para Victory Specification, foi criada para celebrar o vitorioso histórico da marca nas pistas de corrida. A configuração traz suspensão enrijecida, amortecedores recalibrados e menor altura livre do solo. O coração mecânico é o lendário motor de seis cilindros em linha 2.6 biturbo, o RB26DETT. Embora a fabricante declarasse oficialmente 276 cv em função de um acordo de cavalheiros no mercado local, a usina entrega, na prática, cerca de 330 cv e 40,0 kgfm.
A relíquia encontra-se fisicamente na cidade de Sonoma, na Califórnia, e o valor do arremate final ainda deve crescer nos próximos dias. Caberá ao futuro proprietário a missão de organizar a logística de transporte e avaliar o rigor das normas de emissões de gases da sua localidade.











