A Harley-Davidson anunciou o plano estratégico “Back to the Bricks”, na última terça-feira (5). Segundo comunicado, a fabricante tem como objetivo uma
reestruturação completa em sua estratégia de mercado. Tudo tem o objetivo de restaurar os volumes de comercialização, lucros e os valores da clássica marca de motos dos Estados Unidos.
- Para atingir tais objetivos, a Harley-Davidson estabelece como meta um lucro operacional bruto superior a US$ 350 milhões em 2027. Um desafio, já que no fim do ano fiscal de 2025 a marca registrou prejuízo de US$ 29 milhões.
VEJA TAMBÉM:
- Yamaha reduz preço de sua moto elétrica em R$ 8 mil
- Motos mais vendidas: japonesas ‘desbancam’ indianas
- Royal Enfield Bear 650: bonita e barata para quem não é muito exigente
A médio prazo, a Harley-Davidson também tem como alvo:
- Crescimento anual composto de um dígito médio para unidades de varejo;
- Aumento na margem bruta entre 25% a 30%;
- Crescimento anual composto de um dígito médio para peças e acessórios e vestuário e licenciamento;
- Despesas operacionais inferiores a 20% das vendas;
- Margem de lucro operacional bruto da entre 10% a 12%.
Tendo definido a indústria de motocicletas por mais de 123 anos, a Harley-Davidson continua sendo uma das marcas mais icônicas e respeitadas do mundo”, disse Artie Starrs, presidente e CEO da Harley-Davidson. “O programa Back to the Bricks se baseia em nossos principais pontos fortes e vantagens competitivas, aproveitando a paixão de nossos motociclistas para gerar crescimento lucrativo para a empresa, nossos concessionários e acionistas. Este próximo capítulo na evolução da Harley-Davidson já está em andamento, e o impulso inicial reforça nossa confiança nas significativas oportunidades que temos pela frente. À medida que avançamos para esta nova fase de crescimento, permanecemos comprometidos com o artesanato e a dedicação que definem nossa marca, enquanto entregamos valor significativo para a empresa, tanto para nossos motociclistas quanto para nossos concessionários e acionistas.”
A nova estratégia de reestruturação da Harley-Davidson também tem cinco pilares. O primeiro reforça o valor da marca e das receitas diversificadas. O segundo mira diretamente a rede de concessionárias, considerada estratégica, com ações para dobrar a lucratividade desses parceiros já em 2026 e repetir o avanço até 2029.
Outro foco está na recuperação de participação de mercado em áreas nas quais a fabricante já possui presença consolidada, como motocicletas novas e usadas, além de peças, acessórios e vestuário. A estratégia busca ampliar volumes nessas categorias, apoiada em escala e reconhecimento da marca.
O retorno de motos Harley-Davidson com preços competitivos
Fora as estratégias e objetivos da fabricante, o que mais chamou atenção no anúncio foi o próprio nome da estratégia, que sugere o retorno às origens da marca junto a propostas de melhores comercializações. Ou seja, motos mais baratas e, quem sabe, antigos projetos de baixo custo que foram deixados de lado com o sucesso da fabricante apareçam no line up brasileiro.
- Há várias décadas, a Harley-Davidson se estabeleceu como uma marca premium do segmento de duas rodas, apostando em modelos mais sofisticados, apaixonantes e clássicos.
- No Brasil, a última Harley-Davidson de preços acessíveis foi a querida Sportster 883, antiga, que custava R$ 39.900 até sua descontinuação local, em 2020.
A saída do modelo foi motivada pela alta do dólar e demais empecilhos de importação e comercialização causados pela pandemia da Covid-19.
Importância para o mercado brasileiro
A estratégia se faz muito importante para o Brasil, onde, assim como no mercado mundial, a fabricante cada vez mais perde adesão. Após a saída do modelo mais barato, o brasileiro entusiasta da marca ficou refém das motos de preços mais exorbitantes.
- Hoje, as Harley-Davidson Street Bob e Low Rider S são as mais baratas da montadora, custando R$ 119.950.
Além de tudo, o início dos anos 2020 no país coincidiu com a chegada das motos custom mais baratas da Royal Enfield. Hoje, a indiana, mesmo com modelos mais simples, é a principal “rival” direta da estadunidense no Brasil.
A chegada de modelos mais em conta pode mudar a história da marca que cada vez mais perde espaço no mercado.
Quando chegam as novas Harley-Davidson?
A fabricante ainda não deu nenhuma declaração oficial do que pretende apresentar ao mundo e ao Brasil no quesito produto. O mercado fica à espera de anúncios de motos mais baratas, além de propostas de aquisição mais eficientes.












