O Grupo Chery confirmou a instalação de uma fábrica e de um centro regional de distribuição de peças para as marcas Omoda e Jaecoo na Argentina. Com o início
das operações de montagem estipulado para o segundo semestre de 2026, a movimentação reforça a ofensiva da fabricante chinesa para consolidar sua presença na América do Sul. A estrutura será controlada integralmente pela matriz asiática.
A adoção desse controle direto tem como principal objetivo garantir estabilidade financeira e operacional. O projeto permitirá o desenvolvimento de uma rede própria e padronizada de concessionárias e serviços de pós-venda, cujo ponto de partida será a capital Buenos Aires, para depois se expandir a outras províncias do país. A futura linha de produção operará sob o sistema SKD (semi knocked-down), em que os carros chegam parcialmente desmontados da China para a montagem final em solo argentino. Embora os modelos exatos e a localização da planta ainda estejam sob sigilo, a fabricante avalia um aumento progressivo na utilização de componentes locais.
VEJA TAMBÉM:
- Mais leve e potente, novo Lotus Emira 420 Sport é anunciado
- Lancia antecipa Gamma, novo SUV elétrico com até 740 km de autonomia
- No Brasil por R$ 1,4 milhão, SUV Porsche elétrico é mais potente que a Ferrari Luce
A iniciativa constitui a mais concreta investida do grupo para viabilizar sua produção na Argentina, após iniciativas frustradas nos anos de 2008 — quando firmou parceria com o empresário Franco Macri — e em 2021. Atualmente, a Chery opera na região apenas por meio de importadores independentes, mas almeja centralizar e verticalizar as suas operações sul-americanas em forte sinergia com o mercado brasileiro.
O avanço estratégico no país vizinho reflete diretamente os planos da montadora no Brasil. A marca negocia a aquisição do complexo industrial localizado em Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro, hoje operado pela Jaguar Land Rover, que avalia encerrar sua produção local. O objetivo do grupo chinês é transformar a unidade fluminense em um grande polo de produção para abastecimento regional, com capacidade projetada para até 100 mil veículos anuais. O candidato mais forte para inaugurar essa esteira de montagem no mercado nacional é o SUV híbrido Omoda 4, marcando a transição das marcas para a nova fase da eletrificação na região.











