A União Europeia vai limitar por quatro anos a entrada de carros híbridos fabricados na China, depois de fechar um acordo com Pequim na última sexta-feira
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Segundo documento obtido pela Bloomberg, o teto inicial será de 350 mil unidades por ano, com alta de 6% ao ano a partir do segundo ano.
A restrição pode começar a valer em 1º de dezembro e abrange os híbridos convencionais e os plug-in, recarregáveis na tomada.
Para respeitar as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), o limite será aplicado às importações de qualquer país. A cota da China, porém, não poderá ser menor que a de nenhum outro exportador.
Brecha nas tarifas
Os híbridos chineses ganharam espaço porque ficaram de fora das tarifas que a UE impôs aos carros 100% elétricos da China em 2024.
Segundo a Acea, associação das montadoras europeias, as marcas chinesas ficaram com 25% das vendas de híbridos plug-in no primeiro semestre, ante 2% em 2024.
A UE estima que 800 mil híbridos chineses desembarquem na Europa em 2026 — mais que o dobro do novo teto.
Em contrapartida, Pequim deverá eliminar tarifas sobre algumas peças automotivas europeias e cortar pela metade as taxas sobre calçados e azeite vindos da UE.
As concessões alcançam cerca de R$ 24 bilhões (4 bilhões de euros) em exportações europeias.
No Brasil, a saída foi o imposto
O Brasil escolheu outro caminho para conter os importados: desde julho, híbridos e elétricos trazidos de fora pagam 35% de Imposto de Importação, como os carros a combustão.
BYD e GWM já montam carros no país, estratégia que as chinesas repetem na Europa: os carros da fábrica da BYD na Hungria não entram na cota.
Bruxelas considera insustentável o déficit comercial com a China, que passa de R$ 6 bilhões (1 bilhão de euros) por dia. Pequim, por sua vez, rejeita as acusações de concorrência desleal.











