O Porto de Paranaguá registrou um desembarque recorde de carros que deixou claro a ofensiva da Geely no mercado brasileiro. A fabricante chinesa importou,
de uma só vez, 5.101 veículos, compostos majoritariamente pelo EX5 EM-i. A chegada do lote ocorre em um momento estratégico: a marca corre contra a estreia de um novo imposto de importação no Brasil, enquanto prepara o terreno para a produção local em parceria com a Renault, em São José dos Pinhais (PR).
A pressa da Geely responde a uma janela de oportunidade: em julho de 2026, entra em vigor a alíquota unificada de 35% para veículos eletrificados importados, substituindo as atuais alíquotas que oscilam entre 25% e 30%. Ao garantir este volume antes da mudança na legislação, a montadora assegura um estoque capaz de manter preços competitivos e proteger suas margens de lucro antes do aumento da barreira alfandegária.
VEJA TAMBÉM:
- BMW levou 11 anos para vender 1 milhão de carros elétricos e 2 anos para vender o 2º milhão
- Prova de direção do Detran SP pode ser feita com carro próprio; confira regras
- BYD vai tirar o pé dos carros elétricos no Brasil, focando em outro segmento
Como é o Geely EX5 EM-i
O SUV médio, construído sobre a plataforma GEA, chega para acirrar a disputa entre os utilitários eletrificados como GWM Haval H6 e BYD Song Pro e Song Plus. Seu conjunto mecânico combina um motor 1.5 aspirado ao sistema elétrico, entregando 262 cv e 39,5 kgfm. Com entre-eixos de 2,75 metros, o modelo aposta no espaço interno, oferecendo porta-malas de até 2.065 litros com os bancos rebatidos.
O EX5 será comercializado em três configurações. As opções Pro (R$ 189.990) e Max (R$ 209.990) utilizam bateria de 18,4 kWh, com autonomia combinada de 1.245 km. Já a versão topo de linha Ultra (R$ 234.990) adota bateria de 29,8 kWh, elevando o alcance total para 1.300 km.












